quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ESCURIDÃO...

 
Sozinho na penumbra do meu quarto
Nem sinto o tempo ou a hora passar
Trago um coraçao de ilusões tão farto
E o desejo crescente de não mais estar...

Lembranças como fantasmas circundam meu leito
Num ritual de uma tristeza sem fim
Trazendo íntima dor ao meu peito
Trascendendo o pouco que resta de mim...

De repente busco um halo dessa luz
Como um afogado busca sua salvação
É mais pesada agora essa minha cruz

Como pesa na alma toda torpe emoção
Mas o medo apesar de tudo ainda me seduz...
E vem me tomar por inteiro nessa escuridao!


Joao Carlos L.

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